quinta-feira, 24 de junho de 2010

Viver é um milagre


Após a conjunção carnal inúmeros espermatozóides desesperados
competem entre si para que possam alcançar o óvulo.
Depois de 9 meses protegido dentro do útero materno,
aquele espermatozóide que se desenvolveu ao longo do tempo é
obrigado a sair do colo materno para viver uma nova etapa.
A criança nasce, os dias se passam e o leite que antes vinha do seio
da própria mãe, tem que ser conquistado com muito trabalho do adulto que se formou.
Esse adulto conhece inúmeros sentimentos, dores, paixões, alegrias...e precisa administrá-las.
Logo vem a perda...quando criança a perda de um balão dói...
quando adolescente a perda de uma namorada dói...
quando adulto a perda de um ente familiar dói...
E a vida passa e com ela as transformações as quais num primeiro momento somos resistentes.
Mas com o passar do tempo, é inevitável contê-las.
Crescer é um verdadeiro milagre, é enfrentar diversas situações e não se abater por elas...
Estar de pé é saber que um dia já andou de joelhos...afinal...assim fazem os bebês!


J.S.A

O que tiver de ser, simplesmente será...


Triste saber que a inveja e sentimentos mesquinhos
andam soltos pelos arredores do coração humano.
Triste saber que a competição é o único espirito
que motiva alguém buscar algo notório e não a bondade ou a simples inspiração.
Triste é saber que alguém é capaz de pisar no outro em busca do próprio interesse...
por mera satisfação pessoal...
Mas é bom saber que por mais que isso tudo exista,uma Força Maior, uma Fé inexplicável
ainda nos protege nesse mundo de caciques..o fato é que já não existem índios.
Como diria meu pai: é fera comendo fera!
Portanto, digo apenas uma coisa: cultive os bons sentimentos, cultive a esperança,
cultive a bondade e a simples inspiração na vida que te faça trabalhar, produzir, batalhar pelos objetivos, pois o resto virá naturalmente, enfim, cultive a fé!


Obrigada por tudo Senhor!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Adeus coração indigente...


Noite cai, dia vem...
As lágrimas são engolidas com o pulsar do relógio.
As lembranças passam como um filme, ora comédia romântica, ora um drama angustiante.
Por mais doces que me pareçam as lembranças são torturantes, saudade latente.
O seu silêncio me entristece e nada pode preencher essa falta que você me faz.
E passa fugir desse fantasma me escondi na copa das arvores e me lancei ao vento.
Depois, encravei uma faca nos meus sentimentos, quando seu silencio falou mais alto.
Quando um mês se passou sem que eu pudesse saber de você,
sem saber nós, eu me perdi.
Agonizando dia após dias, sujeita as intempéries, continuei seguindo
e apesar de ainda estar de pé, sinto em dizer que:

Aqui jaz meu coração.


Rico é aquele que tem um amor...
Amor para aquecer nos dias frios,
para alegrar nos dias tristes,
para conversar nos momentos de solidão...

Amor para sonhar e ser feliz,
Pois só este nobre sentimento nos permite criar asas e sublimar de fato.

J.S

Metade
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.