terça-feira, 20 de abril de 2010

Laissez faire, laissez passer...


Sabe aqueles dias em que é difícil tirar o pé de cima da cama?
Pois é, foi assim minhas primeiras horas do dia.
Cada momento que se passa, me parece mais angustiante.
Não abri as janelas, a cama desarrumada,
uma melodia com ares da década de 80 era minha companhia.
Não queria pensar em nada, nem me mover...tantas coisas que aguardavam fora,
preferi fazer do meu quarto uma bolha.
Tantas preocupações, fases por concluir, obrigações para cumprir...
sonhos para construir...às vezes, eu realmente me sinto esmagada por tudo isso.
Ninguém precisa entender, ninguém precisa saber, só eu poderei dar continuidade.
Então, porque tantas pessoas preocupadas com coisas que nem dizem a respeito delas?
Porque criticar coisas que não estão na sua esfera de competência?
Porque atrapalhar ao invés de ajudar?
E assim são tantos porquês, que prefiro não ter senso critico pelo menos por uns momentos.
Os dias vão passando e cada vez que caio nesse marasmo reflexivo, separo do meu convívio pessoas.
A solidão cresce e a vida se mostra muito mais sórdida do que realmente é,
mas depois, tudo volta ao normal.

J.S

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