sexta-feira, 1 de outubro de 2010

É assim...



Quando o amor não pode mais estar no coração, morre uma parte da gente.
Todo o dia é dia de velório, marcha funebre incessante, caminho cinzento.
Quando o amado deixe de amar a gente, deixa cair no esquecimento os momentos de felicidade, a vida se desfaz de sua energia.
As músicas não têm melodia, as palavras ferem e os dias não têm cor.
Ao te ver partir sem mim, sentir gritar por dentro, pedir socorro sem ser ouvida.
O desespero assombrou todas as minhas noites, os pesadelos eram intensos e pareceram eternos.
A luz apagou, o céu se fechou, o sol explodiu...tudo acabou.
Como quem acorda de um sonho bom sem querer deixá-lo eu fiquei.
Duro caminho a seguir na solidão involuntária. Dor contida na alma, que faz brotar lágrimas, como um recipiente a transbordar.

Amor não correspondido pede morte:
Morte das lembranças;
Morte das saudades;
Morte das tristezas...


Preciso de uma nova vida...
Aqui jaz um coração...

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